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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Desuso das coisas

Estive pensando. Construindo. Refletindo o lugar comum da intenção humana. No entanto, minha capacidade reflexiva, é um tanto previsível e nada atraente.
Qual será nossa capacidade de, verdadeiraqmente, mudarmos o mundo através de uma revolução que imponha uma nova ordem as coisas? Este era o epíteto, a revolução que poria radicalidade na ordem instaurada. Aí, há implicada uma importante questão: o mundo que ouso pensar em transformar será um mundo bom para as coletividades?
O religioso pensa em um mundo apaziguado com crentes professando sua fé a todo canto, invocando pela intenção metafísica o acesso as divindades. O economista, por sua vez, quer o capital entrando em mercados abertos, medindo a eficácia e robustez (para usar uma expressão batida e clichê do mercado monetário) dos fabulosos e inimagináveis números que integram a jogatina e agiotagem do mercado financeiro. Os cientistas sonham desnudar a natureza divina, fazendo-a corar de vergonha na eventualidade de sua existência. Penso ainda no mundo transformado pelos políticos de natureza não corruptível (no que se refere a coisa pública) que se inclina a pensar numa sociedadeem que as necessidades basais de uma sociedade estejam plenamente satisfeitas. E assim, uma infindável sucessão, penso em minha vã mediocridade, de grupetos se lançam no desafio de pensar as transformações que seriam capazes de agir na tecitura social.
Retomando a questão primeira: e meu mundo transformado? É aquele em que, sem o menor traço da culpa e das reprimendas encarnadas pelo judaico-cristianismo, nnos permitissem habitar os espaços de ampla convivência para brincarmos, todos, de ciranda. Nas praças. Nas escolas. Que fossemos ousados para ocuparmos espaços de luta coletiva, pégassemos as mãos uns dos outros, criássemos relações fecundas de afeto, insulflássemos nossos pulmões de ar, e na selvagem dança e sinergia dos corpos e vozes, oferececemos a transgressão as valores que aí estão numa ciranda disruptiva e cantante.
O que será tocar a mão de um desconhecido e penetrar, em sua derme pulsante e vibrátil? Tocar e sentir em nossos corpos as marcas de sua própria existêncvioa, e oferecendo a nossa, em uníssonos e dissonâncias, implicando-nos. Não negligendiando nossas diferenças de ritmo e compasso mas, nos tornando num devir-ciranda. Essa manifestação que se daria nos rincões manifestariam nosso sofrimento em sorrisos e a alegria em lágrimas. Doce ambivalência. Desejos. Sentidos. Revoluções molares e moleculares.