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terça-feira, 30 de junho de 2009

Ainda o OVNI...

Recebi diversos questionamentos acerca de minha última postagem. Em geral, as dúvidas se abatiam sobre a minha experiência com o OVNI. Pelo menos 5 pessoas diferentes pergutaram-me: afinal, você viu ou não o tal OVNI?
Quero traçar um paralelo entre existência e arte para responder a tal questão. E faço, imediatamente, uma consideração: dificilmente sou conclusivo em minhas argumentações cabendo, portanto, ao interessado esmiuçar e dissecar palavras que levem a uma análise que satisfaça a tal indagação. ´
Já deixei claro que concebo a vida como obra de arte. Como expressão inequívoca de uma rara experiência estética. Um experimento contínuo e renovado que transpareça beleza e que seja capaz de resistir aos aperfeiçoamentos morais ou ao dever. Assim, aposto na vida como pura potência, ou seja, buscar inventiva e incessantemente a beleza cuja expressão possa seguir em vivências genuínas e pessoais, vendo na experiência estética o parâmetro para a existência.
Então, chegamos ao OVNI.
Como afirmara anteriormente, o meu OVNI não é físico ou material mas imaterial. Entretanto, sua imaterialidade preenche espaços físicos e temporais. Mas é extemporâneo, habita o tempo do "fora", do não cronológico.
Embora tenha conhecido-o há mais de 5 anos ele é indelével. Sua dimensão estética preenche e me acompanha. Me inspira. Me multiplica. Me extasia...
O olhar é um subjetivador. A beleza se reveste na medida em que decidi olhar com beleza. Quando fugimos da mediocridade cotidiana. Pense em uma viagem. Uma longa e cansativa viagem. Seu olhar subjetivador pode ser capaz de se encantar com cada territorialidade inaugurada. Cada paisagem (mesmo as existenciais ou geográficas) pode ser encantadora se decidir olhar desta maneira. Entretanto, experimente a mesma viagem com o olhar da mediocridade. Que saco...A viagem não passa. o destino não chega. Está aí a diferença entre viver e viver esteticamente.
O OVNI foi um campo de experiência. Imaterial mas estético. Indelével. Sempre esteve comigo. Em mim. Dentro e fora numa forma intempestiva de amar o próprio destino. E deixo claro que não percebo amar o destino como uma forma de submissão a ele.
Tem uma música que diz:
"Vamos ver a doce luz da lua num profundo céu azul..."
Isso explica tudo. Meu OVNI. Minha experiência imaterial porém, potente. Independente de tudo, me acompanhará nesta odisseia terrena. Onde quer que eu esteja. Como quer que eu esteja, lá estará...meu OVNI. Brilhando. Me olhando. Me preenchendo, Me inspirando...Me marcando com lembranças inesquecíveis. Me fazendo pensar a vida como obra de arte!

Abraços a todos,
Julio


"“Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar para atravessar o rio da vida. Ninguém, exceto tu, só tu. Existem, por certo, atalhos, sem número, e pontes, e semi-deuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes... siga-o...”